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Um membro do Congresso dos Estados Unidos disse a proponentes de liberdade religiosa em Washington D.C. ontem que embora muito tenha sido feito para promover a liberdade religiosa, mais ainda precisa ser realizado. Emanuel Cleaver II, um dos que dirigem o Grupo Internacional de Liberdade Religiosa, declarou que as violações de liberdade religiosa são muitas vezes cometidas sem intenção por governos temerosos de perder o controle e exercer o poder ativamente.
"Todos têm o direito à liberdade de pensamento, liberdade de consciência e liberdade de religião, contudo as perseguições e atrocidades ainda estão ocorrendo", disse Cleaver para cerca de 300 assistentes ao fórum de liberdade religiosa.
Seus comentários durante a 7a. Ceia Anual de Liberdade Religiosa em Washington D.C. destacou o caso de centenas de milhões de pessoas ainda maltratadas por causa de sua fé atualmente, e isso após 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Alguns especialistas estimam haver mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo perseguidas por sua fé, no que vai desde proibição de conversão a casos de discriminação no local de trabalho.
"A decisão de praticar uma crença religiosa privada ou publicamente, ou de abster-se de manter uma crença religiosa, ou a escolha de mudar de posições religiosas, é indiscutivelmente fundamental para os direitos humanos", disse Cleaver.
Diferenças políticas foram postas de lado no evento. Cleaver, que é ministro ordenado da Igreja Metodista Unida e um democrata, implorou aos líderes de liberdade religiosa para darem enfoque a pontos em comum, antes que a diferenças. Ele também fez menção ao fato de que o orador do ano passado, Trent Franks, do Partido Republicano e também membro do Grupo Internacional de Liberdade Religiosa, é do partido que faz oposição a Cleaver. "Mas [ele] e eu somos irmãos gêmeos no que tange à liberdade religiosa", declarou Cleaver.
Outros oradores anteriores incluem a Secretária de Estado Hillary Clinton, que na época era senadora pelo Estado de Nova York, bem como os senadores John Kerry e John McCain.
O evento anual é patrocinado pela Associação Norte-Americana de Liberdade Religiosa, revista 'Liberty' e a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Os apoiadores da liberdade de consciência empregam o fórum como uma oportunidade de reunir pessoas-chave em Washington e aqueles que são capazes de influenciar a política em outros países.
A ceia foi também uma oportunidade para patrocinar organizações para compartilhar relatórios sobre liberdade religiosa no local de trabalho.
Desde o ano 2005, a Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA) tem realizado 20 festivais por todo o mundo para reconhecer os países onde a liberdade religiosa é garantida e praticada. O secretário-geral da organização, John Graz, disse que conquanto a verdadeira liberdade religiosa seja inexistente em demasiados países, liberdade religiosa prevalece em mais de 150 nações.
Vários proponentes de liberdade religiosa também foram reconhecidos por seu trabalho.
Os premiados com a Comenda da Ceia Internacional de Liberdade Religiosa, Denton Lotz, é o ex-secretário geral da Aliança Batista Mundial. Ele atualmente serve como presidente da IRLA.
"Estamos aqui esta noite como religiosos de todas as diferentes tradições porque cremos que a liberdade religiosa é um direito inerente para toda a humanidade", afirmou Lotz. "Cremos que onde a liberdade religiosa é negada, todas as demais liberdades são negadas".
O Rabino David Saperstein recebeu a Comenda Nacional por seu trabalho como diretor do Centro de Ação Religiosa do Judaísmo Reformado. Ele também serve no Conselho Consultor da Casa Branca sobre Parcerias Comunitárias de Base de Fé.
A medalha A. T. Jones deste ano foi concedida a Alan J. Reinach, presidente da Associação Norte-Americana de Liberdade Religiosa--Oeste. O advogado e ministro adventista do sétimo dia representa empregados que têm sofrido discriminação religiosa.