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Aprovada no Paraguai a primeira universidade adventista, dependendo do Congresso

Espera-se que a escola aumente o pulso do campo da enfermagem no país que conta com um profissional de enfermagem para 10.000 pessoas em média

Os adventistas do sétimo dia no Paraguai esperam a inauguração da primeira universidade dirigida pela denominação para que alivie a carência de profissionais de enfermagem nessa nação sul-americana, além de fortalecer o ministério da Igreja ali.

A escola -- atualmente aguardando aprovação do Congresso Nacional do Paraguai -- ajudará a prover pessoal para os dois hospitais da denominação a funcionarem no Paraguai, oferecendo aos estudantes locais a opção de uma educação na região, dizem os seus promotores.

Situando-se a mais de 900 km de distância, a universidade adventista mais próxima do Paraguai localiza-se na vizinha Argentina. Mas os estudantes paraguaios, cujo país tem um dos mais baixos índices de custo de vida na América do Sul, muitas vezes enfrentam os altos custos de educação superior, especialmente quando isso requer viagens, declara Jan M. Nick, educadora de Enfermagem e professora na Escola de Enfermagem da Universidade Loma Linda.

Dos que se matriculam--atraídos por melhores condições de trabalho e salários mais altos--buscam empregos em países como Itália e Espanha após a graduação. "O Paraguai está enfrentando um êxodo de profissionais de enfermagem", declara Nick. Ela estima que até 60 por cento dos profissionais de enfermagem do país saem da região.

Com uma média atual de um profissional de enfermagem para cada 10.000 pessoas, aquela nação sem saída para o mar, de quase 7 milhões de habitantes, fica muito aquém da recomendação da Organização Mundial de Saúde de pelo menos 10 enfermeiros para cada 10.000 habitantes, lembra ela.

Nick, que obteve uma bolsa de estudos para fazer face ao déficit de profissionaios de enfermagem no Paraguai, passou boa parte do ano passado desenvolvendo um currículo para a nova universidade com outros educadores.

"Quando obtiverem permissão para iniciar a escola, o programa estará pronto", ela diz.

Embora os planos para a instituição estivessem primeiramente limitados a uma escola de Enfermagem, foi expandido para futuramente incluir programas de graduação em Ciências da Saúde, Ciências Econômicas, Administração, Ciências Sociais, Humanidade e Ciência Educacional, declara Fernando Euler, presidente da Igreja no Paraguai.

Inicialmente as aulas serão oferecidas em salas de aula no campus de uma escola secundária de propriedade denominacional, na capital do país, Asuncion, explica ele. "Isso nos permitirá começar com um investimento pequeno, iniciando o primeiro ano de Enfermagem o mais cedo possível".

Com dois hospitais adventistas operando no país, a Igreja tem uma "enorme responsabilidade" de prover-lhes pessoal qualificado que dê ênfase tanto à saúde física quanto espiritual, diz ele.

Presumindo que a escola seja aprovada, Nick espera que a instituição iniciante capitalize sobre os recursos e corpo docente compartilhando para ampliar o seu currículo.

Com uma dúzia de universidades adventistas de língua espanhola já em operação na América do Sul, "não se tem que reinventar a roda do programa de Enfermagem adventista em cada nova escola", diz ela Nick imagina uma rede de programas de Enfermagem, cada uma propiciando alguns poucos membros do corpo docente especializados cujas conferências e recursos seriam compartilhados entre as escolas.

"Uma escola diz, 'Propiciaremos o conteúdo de cirurgia médica, você cobre obstetrícia", ela diz.

Uma "ligação mais firme" entre os programas de Enfermagem iria beneficiar particularmente países menores com menos recursos, tais como o Paraguai, diz ela.

--Ivette Hernandez contribuiu para este relato



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