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Associação de liberdade religiosa em formação na Mongólia

Os promotores instam pela implementação de garantia de liberdade religiosa na constituição
John Graz, à esquerda, secretário-geral da IRLA, conversa com o Bispo Wenceslao Selga Padilla durante um simpósio religioso em Ulaanbaatar, Mongólia em 9 de setembro. Os participantes do simpósio estão buscando aprovação de uma associação de liberdade religiosa na Mongólia. [foto: Glenn Mitchell]
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Promotores da liberdade religiosa na Mongolia este mês mobilizaram-se para formar uma divisão nacional da Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA), uma medida que esperam irá incentivar o governo a implementar maiores princípios de liberdade de crença.

Se oficialmente aprovada, a nova Associação de Liberdade Religiosa da Mongólia -- composta por religiosos, oficiais do governo e intelectuais -- incentivará uma interpretação mais literal da garantia de liberdade religiosa da constituição nacional.

Embora o governo tenha adotado crescentemente princípios democráticos, alguns especialistas dizem que o estrito controle das igrejas ainda existe em consequência do recente passado comunista do país.

"Esperamos que a Mongólia siga as recomendações das Nações Unidas para liberdade religiosa e que toda religião e crente possa viver em paz e ser respeitado", disse John Graz, secretário-geral da IRLA.

A possível IRLA da Mongólia foi sugerida no simpósio deste mês sobre liberdade religiosa na capital da Mongólia, Ulaanbaatar, dia 9 de setembro. Entre os 50 participantes havia representantes de instituições governamentais e confissões religiosas, incluindo batistas, budistas, católicos, mórmons e adventistas do sétimo dia.

"Este é um passo importante no desenvolvimento de liberdade religiosa na Mongólia", declarou Paul Kotanki, diretor da Missão da Mongolia da Igreja Adventista e representante local da IRLA.

Kotanko diz que os mongóis tem um "profundo desejo de harmonia social", contudo as religiões tradicionais de budismo e shamanismo competem por influência. Alguns ainda se revelam desconfiados de religiões que não são nativas da Mongólia, ele comenta.

Toda igreja e congregação local tem que se registrar cada ano junto a autoridades locais. Se uma decisão de registro for retardada, a igreja pode ser fechada temporariamente ou permanentemente, explicou Kotanko.

Autoridades locais por todo o país têm mantido atitudes variadas quanto às religiões, disse Kotanko. Algumas jurisdições têm proibido atividades evangelísticas, relatou ele.

A Mongólia é a pátria de cerca de 3 milhões de pessoas, 50 por cento das quais são budistas. Cerca de 40 por cento não seguem qualquer religião.

Estabelecida em 1893, a IRLA está presente em cerca de 80 países e é o maior fórum não-sectário dedicado à liberdade religiosa.

--Glenn Mitchell contribuiu com esta matéria



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