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Vamos Conversar: jovens profissionais falam sobre mudanças com presidente adventista

Paulsen aconselha sobre política, envolvimento da Igreja e outros tópicos
Jovens profissionais da área de Washington, D.C. compartilham suas ideias para mudanças dentro de Igreja durante uma discussão franca com o presidente mundial da IASD Jan Paulsen em 29 de setembro. [fotos: Rajmund Dabrowski/ANN]
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Sejam agentes de mudança, tanto na Igreja quanto na comunidade, disse o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Jan Paulsen, a mais de uma dúzia de jovens profissionais urbanos, reunidos na sede denominacional em Silver Spring, Maryland, EUA, ontem.

Incentivando-os a participação ativa, Paulsen respondeu a perguntas dos seus interlocutores, com idades variando de vinte a trinta anos -- todos os quais trabalham na capital nacional ou proximidades -- durante uma hora, numa programação ao vivo e sem script.

Embora o líder denominacional tenha conversado com jovens adventistas de 30 países por todo o mundo durante a série que durou cinco anos, Vamos Conversar Washington, D.C. é a primeira vez que isso ocorreu na sede mundial da IASD.

A conversa espontânea prendeu-se em grande medida a atividades que crescentemente jovens e mulheres podem exercer no ministério, política e envolvimento comunitário. Em todos os temas, Paulsen instou o grupo a assegurar-se de não esperar passivamente que lideres da Igreja sugiram papéis para desempenharem.

"Vocês precisam, se necessário, forçar passagem junto à liderança de sua congregação local", comentou ele, acrescentando que o nível local é a melhor arena para conseguir mudança tanto na Igreja quanto na comunidade.

"Bem poucos de nossos membros estão engajados de algum modo na comunidade", disse Paulsen. "Como iremos alcançar as pessoas se não nos preocupamos em caminhar no mundo delas? Temos que deter-nos e fazer-nos uma pergunta crítica: 'Estou agindo certo?' A resposta é, não, não muito certo".

A conversa espontânea foi a primeira na série Vamos Conversar a ter lugar na sede mundial da denominação.
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Um participante perguntou se mais dinheiro de dizimo devia permanecer a nível de congregação local se a Igreja de fato atua como um centro ministerial para a comunidade circundante. Paulsen concordou que a distribuição do dizimo devia ser reavaliada para apoiar melhor o testemunho a nível local.

Com vários participantes empregados em postos do governo, a conversa naturalmente voltou-se para envolvimento político. Quando um participante perguntou se os membros deviam precaver-se quando escolhendo uma carreira na política, Paulsen disse: "Sabem de uma coisa, creio que erramos em ser muito reticentes em nos envolver".

Na medida que os membros não misturem sua agenda de Igreja com seus dever cívico, comentou Paulsen que não via razão para que os membros da Igreja deixem de buscar cargos políticos.

"A Igreja é uma voz para valores corretos", alegou Paulsen. "Se as leis estão comprometidas e a liberdade em perigo, não devemos temer influenciar a opinião publica. Devemos pensar as questões cuidadosamente, sabendo o que estamos defendendo e fazer com que nossa voz seja ouvida".

Em suas respostas, Paulsen instou os participantes a ajudarem a responder as perguntas uns dos outros, particularmente quando um participante indagou sobre a estância de associações "regionais", historicamente associações de afro-americanos na região oriental dos EUA.

"Crescemos numa sociedade cada vez mais multicultural, contudo quando muitos de nós vamos à igreja, adoramos relativamente entre os nossos", declarou um participante, apelando à liderança denominacional para desmontar as associações aparentemente baseadas em etnia.

"Somos uma família", aduziu Paulsen. "Se não agirmos como tal, temos do que nos envergonhar". A diversidade, acrescentou ele, devia ser celebrada, e não permitir que se torne um "critério para julgamentos de valor". Daí ele pediu ao grupo sugestões sobre a resolução do problema.

Um participante lembrou a Paulsen que quando a liderança da Igreja discutiu o tema uma década atrás, prometeram um prosseguimento. "Quanto eu saiba, essa conversação jamais teve lugar", disse ele, acrescentando que qualquer discussão resultante deveria envolver os jovens que "podem não estar tão condicionados por essas velhas ideias".

Outros participantes sugeriram que as igrejas deviam receber incentivos para formar bases diversificadas de membros. "Como uma política de membresia afirmativa?", perguntou o moderador das discussões, Bryan Collick.

"Não se pode esperar da associação que as igrejas se integrem", falou um dos participantes. "Tem que haver alguma razão para que as igreja digam, 'Não podemos manter o status quo, faremos as coisas de modo diferente".

Uma vez mais, Paulsen instou o grupo a não esperar por mudança. "Digam aos dirigentes que pensam que o raciocínio por detrás das associações regionais não é mais valido. Eu também lhes digo, mas é bom que ouçam isso de vocês também". A Igreja, continuou, não é uma organização "estática", mas uma que deve adaptar-se à dinâmica de viver num mundo moderno". A questão importante, acrescentou Paulsen, é "levar conosco e tornar relevante os valores centrais de nossa Igreja".

Quando o tema da ordenação de mulheres veio à tona, Paulsen sugeriu que as regiões eclesiásticas devem ser reponsáveis por envolver mais mulheres no ministério onde isso seja apropriado.

"Creio que como Igreja devemos indagar-nos, 'Podemos resolver esta questão de modo que o que seja possível numa parte do mundo possa ser feito ali, mesmo se não aceitável ou possível em outra região'", disse ele.

Pouco antes da transmissão, Paulsen comentou sobre o porquê de ter decidido continuar com o Vamos Conversar após anunciar no ano passado que a série chegaria a um fim.

"Uma conversa é algo que deve ter sempre continuidade. Vamos Conversar começou com adolescentes e estudantes, e parece adequado que a série amadureça para incluir jovens profissionais".



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