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O tesoureiro, filho da terra, descarta a mentalidade de pobreza na África Centro-Ocidental

Líderes adventistas estimulam meta de auto-suficiência; contudo, permanecem desafios de monta

George Egwakhe está lutando contra a mentalidade de pobreza.

Filho de fazendeiros na Nigéria rural, Egwakhe agora encontra-se numa posição de estimular dirigentes adventistas do sétimo dia na Africa Centro-Ocidental a abandonarem a frase "sou pobre."

George Egwakhe, tesoureiro-associado da Igreja Adventista a nível mundial dirigiu-se a líderes de Igreja em Abidjan, Costa do Marfim, na segunda-feira, 9 de novembro. Ele e outros líderes de Igreja estão promovendo um enfoque mais deliberado em regiões da Igreja local para se tornarem mais auto-suficientes. [foto: Ansel Oliver/ANN]
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"Discordo dessa mentalidade, não a aceito," diz Egwakhe, um tesoureiro-associado que atua na sede de mundial da Igreja Adventista nos Estados Unidos.

Os seus comentários ocorreram durante uma entrevista durante um almoço na sede regional da Igreja para a África Centro-Ocidental, onde os dirigentes denominacionais estão mantendo reuniões de negócios de fim do ano.

Seguindo-se ao relatório do tesoureiro pela manhã, vários delegados pediram aumento em apropriações para suas regiões. Tanto Egwakhe como o presidente de divisão põem um freio a essa ideia.

"Não me falem de pobreza," Egwakhe disse a aproximadamente 30 delegados durante um animada resposta à discussão em andamento. "Se você não acredita em auto-sustento você está no lugar errado".

Mais tarde, durante o almoço, Egwakhe diz que a maioria dos líderes denominacionais estrangeiros não seriam capazes de responder da forma como ele fez naquela manhã. Ele cresceu na região e teve de trabalhar como agricultor durante cinco anos depois da escola elementar para ganhar o seu sustento para a escola média. "Acredito que é possível [para esta região] modificar o seu quadro financeiro", ele diz.

Egwakhe é um de três oficiais de igreja a nível mundial que participam da reunião. Cada uma das 13 regiões mundiais da Igreja Adventista tipicamente mantem suas próprias reuniões de negócios apos o Concílio Anual da Igreja globalmente, na sede mundial da denominação em outubro.

A região da Africa Centro-Ocidental é onde habitam mais de 830.000 adventistas. [gráfico de cortesia da adventist.org]
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A região da África Centro-Ocidental, que abriga mais de 830.000 adventistas, enfrenta alguns dos desafios mais intimidantes na denominação, dizem líderes da Igreja locais. Além de ser uma zona afetada pela malária, é volatil tanto política quanto economicamente. As moedas podem flutuar de modo selvagem -- a região neste ano perdeu quase 30 por cento da sua apropriação da sede mundial da Igreja por causa de variações cambiais. Também, o transporte na região é caro -- pode ser mais barato voar para a Europa ou para os Estados Unidos do que viajar através do território da região.

Entretanto, o desafio maior de todos, Egwakhe diz, é lutar contra uma mentalidade que pensa que o dinheiro sempre virá de outras regiões mundiais da Igreja.

Muitos na África Centro-Ocidental são agricultores de subsistência que ganham alguns poucos dólares por dia. Mas, como Egwakhe assinalou aos delegados, foi a região oriental rural da Nigéria que foi a primeira área daquele país a tornar-se auto-suficiente mais de 30 anos atrás, e não áreas suburbanas mais ricas.

"Eles eram agricultores, e vejo alguns deles aqui hoje", Egwakhe disse aos delegados.
Não é o montante da riqueza que importa, mas como aquela riqueza é dirigida, ele disse. "A minha bisavó pode administrar a sua riqueza", disse Egwakhe.

No começo deste ano, a divisão manteve o seu primeiro encontro de Mordomia, que atraiu quase 300 delegados a Gana, o único país na região a oferecer uma auditoria isenta neste ano.

Conferências semelhantes estão planejadas por toda a região no próximo ano para acentuar o viver responsável e administração da riqueza.

"Estamos batendo bastante nesta tecla", disse Mike Ryan, um vice-presidente da Igreja Adventista, a nível mundial, que também assistia à reunião. Ryan passou a semana anterior apresentando o plano estratégico da região, que destaca uma ênfase a administração vigorosa para atender à política da Igreja requerendo que as regiões locais avancem no rumo da auto-suficiência.

"A pesquisa mostra que [as regiões] que mantêm um programa de mordomia mais forte tendem a estar mais perto de se tornar auto-suficientes do que aqueles que não tenham", avaliou Ryan.

Na sua resposta a delegados, o presidente regional Gilbert Wari apontou o dedo indicador à cabeça enquanto dizia que "o desenvolvimento começa aqui. Preparem sua mente para o desenvolvimento".

"Digamos aos nossos membros, para dizimarem até a sua pobreza," disse Wari. "Eles comem, não? Assim, se puderem comer, poderão dizimar também e Deus abençoará".



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