Pessoal de socorro defronta desafios na distribuição de suprimentos

45 toneladas de alimentos alcança 15.000 sobreviventes; equipe de motociclistas leva água potável a Port-au-Prince

Mais de duas semanas após o terremoto no Haiti, agências de socorro estão lutando contra estradas bloqueadas e falta de organização centralizada enquanto tentam distribuir alimentos e água potável para os haitianos ao redor da capital, Port-au-Prince, dizem os obreiros.

Um motociclista da ADRA usa sua moto para fornecer energia a um sistema de filtragem móvel de água da organização parceira Global Medic. O sistema filtra um galão de água por minuto, propiciando água potável segura para mais de 300 pessoas por dia. [foto: Matt Herzel/ADRA International]
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Tarefas que tomariam questão de horas sob circunstâncias normais podem levar dias, disse Dan Weber, um operador de vídeo que está atuando com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA).

"Quando se descobre onde [os suprimentos] se acham esperando no aeroporto, tem-se que imaginar como transportá-los e daí fazer arranjos para segurança", comentou Weber. "isso significa que você precisa ter tropas [das Nações Unidas] ali para guardar o comboio ao movimentar-se".

Suprimentos médicos do Hospital Adventista da Flórida e da organização parceira Harvest International chegaram ao Haiti na última quinta-feira pela manhã, informou Weber, mas os obreiros da ADRA foram incapazes de entregá-los ao hospital até domingo à noite.

"Metade das ruas estão bloqueadas", explicou Weber. "Você precisa conhecer os roteiros -- tínhamos mapas das ruas bloqueadas. Você vai dirigindo e a próxima coisa que sabe é
que encontrará algumas centenas de pessoas vivendo em tendas na rua".

Weber acrescentou que conquanto a quantidade de ajuda disponibilizada no Haiti possa ser benéfica, há inevitáveis efeitos colaterais. "Logisticamente é um pesadelo. Tem-se tantos diferentes grupos de socorro tentando entrar e ajudar, o que é maravilhoso, mas tentar coordenar tudo isso junto à ONU ... é um duro processo no momento", ele comentou.

A despeito dos obstáculos, os obreiros da ADRA distribuíram 45 toneladas de arroz, feijão e outros artigos alimentícios para mais de 15.000 sobreviventes desabrigados ainda vivendo no campus da Universidade Adventista do Haiti, informou a agência. A distribuição, que teve lugar na segunda-feira, foi o último de vários projetos assistidos pela ADRA.

A ADRA e a organização parceira Global Medic também treinou 20 haitianos com motocicletas para estabelecer sistemas de filtragem de água em áreas sem acesso a água potável. Os motociclistas viajam ao redor da cidade, bombeando água pura e entregando tabletes de purificação. Pelo seu tempo esses motociclistas recebem comida, um pequeno salário e reembolso pelo combustível. Funcionários da ADRA no Haiti dizem que esperam ter um total de 30 motociclistas em breve.

O índice de mortos entre membros da Igreja Adventista é atualmente de 600, informaram dirigentes denominacionais. Em metade das 115 igrejas que desabaram na região considera-se ter havido perda total, e cerca de 25.000 adventistas estão desabrigados. Os escritórios locais da denominação, bem como dormitórios da universidade, sofreram pesadas perdas.

Para maiores informações visite adra.org.