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Baird homenageado com prêmio de reconhecimento por sua atuação antitabagista

Jan. 10, 2012 Johannesburg, South Africa

Ansel Oliver/ANN

Desde que se aposentou, há muito tempo, Denis Baird, agora com 92 anos, estava trabalhando como pastor adventista do 7o. dia em tempo integral e lançou o que agora é o Conselho Nacional da África do Sul Contra o Tabagismo, uma organização que ajudou o país na década de 1980 a se tornar uma das primeiras nações a proibir o de fumar em aviões.

A Igreja Adventista a nível mundial concedeu a Baird no mês passado a Medalha de Distinção dos Ministérios de Saúde, da Associação Geral, por sua vida de serviço e promoção da vida saudável.

"É ricamente merecido. Denis foi um pioneiro. Antes dele, ninguém estava trabalhando no controle do fumar na África do Sul ", disse Dr. Yussuf Saloojee, diretor executivo do Conselho Nacional Contra o Tabagismo.

Muitos profissionais de saúde dizem que a indústria do fumo na África do Sul estava bastante envolvida com o governo do 'apartheid' e que obter sucesso contra isso significava uma possibilidade bastate remota. Em 1967, o enfoque de Baird para desafiar as empresas de fumo foi um pedido simples: digam a quantidade de nicotina e alcatrão em seus cigarros.

Quando as empresas se recusaram a oferecer informações sobre os ingredientes, ele contactou o que é agora o Centro de Controle de Doenças, em Atlanta. Funcionários ali concordaram em estudar os cigarros e pediram 200 amostras de cada marca de cigarro. Para a integridade do estudo, precisavam que lhes fossem entregues pessoalmente.

Baird fez um voo para Atlanta com sua bagagem na maior parte carregada de pacotes de cigarro. Muito acima do Oceano Atlântico, ele disse que se lembrava de não ter qualquer dúvida sobre o resultado do estudo. "Eu sentia fortemente que ia funcionar. Tivemos fortes indícios de que os cigarros na África do Sul eram muito perigosos". O índice de câncer do pulmão entre os fumantes na África do Sul era muito maior do que em outros países, disse ele.

Meses mais tarde os resultados confirmaram isso. Foi descoberto que os cigarros na África do Sul continham mais do que o dobro dos níveis de nicotina e alcatrão do que a maioria cigarros produzidos em outros países.

Os resultados criaram um alvoroço quando foram publicadas em 1968 pelo Dr. Harry Seftel, um professor de medicina na Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo, e um co-fundador do conselho com Baird.

A atuação de Baird no Conselho ia além de seu trabalho como pastor de uma igreja local em tempo integral. Sua carreira ministerial também incluiu cargos como presidente da Associação da Rodésia -- hoje Zimbábue -- e da Associação do Cabo, na África do Sul.

Hoje, cerca de 5,4 milhões de pessoas morrem anualmente devido a doenças relacionadas com o tabaco, e esse número deverá aumentar para mais de 8 milhões por ano até 2030, dizem autoridades de saúde da Igreja.

Alguns países têm mostrado uma diminuição constante no hábito de fumar, como os Estados Unidos e Austrália. Mas o fumo está aumentando em outras partes do mundo, incluindo muitos países em desenvolvimento, dizem especialistas em saúde.

"A menos que as intervenções sejam colocados no lugar e numa escala ampla e abrangente, estas estatísticas não são susceptíveis de melhorar", disse o Dr. Peter Landless, diretor-associado dos Ministérios de Saúde da Igreja Adventista.

"A batalha nunca será vencido a menos que os fumantes sejam orientados e ajudados a parar de fumar", disse o Dr. Peter Landless. "É fundamental e importante concentrar-se na prevenção da iniciação do uso do fumo, mas é igualmente importante ajudar as pessoas a pararem de fumar, bem como fazer pressão para as restrições e controle do uso do fumo".

Em 2000, a Sociedade Americana do Câncer concedeu ao Ministério da Saúde do governo da África do Sul  o Prêmio Luther Terrey pelo seu apoio à legislação quanto ao fumo. A sociedade disse que os índices de fumantes em 1998 caíra 30 por cento desde 1991 por causa dos esforços do governo, que servem de modelo para outros países de baixa renda em lidar com as indústrias do fumo.

"[Baird] é um exemplo", disse Saloojee. "As fundações foram assentadas pelo trabalho que ele realizou".

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Saúde

Os adventistas crêem que a cura e saúde são um ministério. Defendem uma abordagem holística para a saúde que envolve o bem-estar físico, mental, social e espiritual. Os líderes adventistas de saúde acreditam nos poderes restauradores de Deus, na prevenção da doença através de simples  mudanças de estilo de vida e na eficácia de comprovadas terapias e tratamento médico.

Digno de nota:

  • O programa da Igreja Adventista para parar de fumar foi um dos primeiros
  • Os líderes adventistas de saúde trabalham para desestigmatizar questões de saúde mental
  • Os adventistas fizeram parceria com o programa da Primeira Dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, ‘Let’s Move!’ [Vamos nos movimentar!]. A iniciativa visa a promover um estilo de vida saudável e ativo para crianças
  • A Igreja Adventista é uma das entidades confessionais que têm parceria com a Organização Pan Americana de Saúde
  • Os adventistas acreditam que cada igreja é um centro de saúde e cura

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