Na Nigéria, a escalada no conflito religioso impacta a Igreja Adventista
Jan. 23, 2012 Abidjan, Ivory Coast
Gilbert Weeh/ANN staff
A Igreja Adventista do Sétimo Dia na Nigéria está experimentando uma queda na frequência à igreja e alguns fechamentos de igreja em meio à piora no conflito religioso no país.
Um recrudescimento de ataques contra igrejas cristãs pelo grupo extremista Boko Haram, que começou pelo fim do ano passado, tem causado a violência sectária em curso entre grupos muçulmanos e cristãos, no nordeste da Nigéria.
Somando-se ao tumulto, o governo do país recentemente eliminou os subsídios à energia, duplicando o preço da gasolina. Isso motivou greves e manifestações em todo o país. Notícias indicam que os nigerianos vivem com medo da agitação incessante.
Enquanto isso, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie pediu aos líderes religiosos de seu país para se manifestarem contra a violência, informou o periódico britânico 'The Guardian', na semana passada.
"Os líderes cristãos devem continuar a pregar a paz e união para que os cristãos não retaliem", disse Adichie ao jornal. "Os líderes muçulmanos devem forte e repetidamente condenar a violência contra os cristãos e deixar claro que Boko Haram não representa o Islã da Nigéria", disse ela.
A Igreja Adventista no país tem dedicado os últimos dias a jejum e oração pela situação em curso. A administração da Igreja no país está instando os membros a atuarem em pequenos grupos e evitar grandes encontros religiosos públicos. Esforços de evangelismo ao ar livre têm sido colocados em compasso de espera devido a um toque de recolher e da frágil situação de segurança, declararam oficiais denominacionais.
De acordo com um relatório pelo presidente da Associação Nordeste da Nigéria, Bindas Stephen Haruna, a Igreja Adventista não sofreu danos materiais ou perda de vidas. No entanto, alguns membros individuais tiveram seus bens saqueados ou queimados.
"A situação no norte da Nigéria mostra como a falta de liberdade religiosa pode afetar a vida das igrejas, e por que devemos promover e defender firmemente esta liberdade essencial antes que seja tarde demais", disse John Graz, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista a nível mundial.
A frequência à igreja, no nordeste da Nigéria caiu drasticamente, levando ao fechamento de igrejas em algumas regiões onde na sua maioria os membros são pessoas que viajam a negócios e que voltam para suas casas. Em outras igrejas, pastores deixaram suas congregações por medo de serem mortos.
A situação gerou uma onda de evangelismo de pequenos grupos, informaram os líderes da Igreja. Os oficiais da Igreja no país estão solicitando as orações e apoio da família da Igreja mundial, enquanto os adventistas nigerianos espalham a esperança adventista em menor escala.
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Os adventistas crêem que a liberdade religiosa é um direito humano universal concedido por Deus, e trabalham para tornarem a livre expressão e prática da religião uma realidade universal. Os defensores adventistas da liberdade religiosa estão ativos na promoção e proteção da liberdade religiosa através do Departamento de Relações Públicas e Liberdade Religiosa, da denominação. Representam as prioridades da Igreja para líderes nacionais e formuladores de decisões políticas por todo o mundo.
Centenas de defensores da liberdade religiosa, funcionários do governo e especialistas jurídicos se reunirão na República Dominicana na próxima semana. Eles estão se preparando para a maior conferência liberdade religiosa no registro. John Graz tem essa visualização.
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