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Com renovação, centro adventista de estudos deve expandir a capacidade de investigação da Igreja

Junho 14, 2012 Silver Spring, Maryland, United States

Elizabeth Lechleitner/ANN

Historiadores adventistas do sétimo dia dizem que uma recente reforma das instalações de pesquisa da Igreja sinaliza um novo compromisso para aprofundar a compreensão histórica da identidade adventista e história da denominação pelos membros.

O Escritório de Arquivos, Estatística e Pesquisa (sigla em inglês ASTR), da Igreja,  abriu um novo centro de pesquisa na sede mundial da Igreja Adventista na semana passada, com uma reconfiguração do espaço existente, que permite que o escritório acomode quatro vezes mais pesquisadores externos do que antes.

Estantes de alta densidade acomodam publicações e periódicos, enquanto fotos históricas raras decoram as paredes. Mais fotos, vídeos e fitas cassetes -- juntamente com 1.700 metros lineares de documentos da denominação -- são armazenados num cofre das proximidades com temperatura controlada. O centro também inclui um computador, em que pesquisadores visitantes podem acessar os extensos arquivos online do escritório.

O lançamento oficial em 5 de junho atraiu oficiais de topo da Igreja para o departamento, quando visitaram as novas instalações e assistiram a uma breve cerimônia.

"Um dos meus objetivos é incentivar mais pessoas a pesquisar a nossa história, porque acredito que, como Ellen White diz: "Nada temos a temer do futuro, exceto se nós esquecermos da forma como o Senhor nos tem guiado, e aos Seus ensinamentos, em nossa história passada", disse o diretor do ASTR, David Trim, acentuando que as pessoas costumam deixar de fora a menção a "ensinamentos" da co-fundadora da Igreja. "'A forma como o Senhor nos tem guiado" é fácil de lembrar, mas 'ensinamentos' requer, penso eu, algum tipo de análise e estudo", aduziu Trim.

O presidente mundial da Igreja Adventista, Ted N. C. Wilson, também falou durante o lançamento, traçando paralelos entre a pesquisa feita aqui na Terra e os registros que Deus está mantendo. O livro de Apocalipse, do Novo Testamento, disse ele, indica que o livro dos registros no céu vai ficar como eterno testemunho da justiça e misericórdia de Deus.

Da mesma forma, sugeriu Wilson, o centro de pesquisa "não só fornecerá às pessoas um relato histórico e compreensão exata do passado, mas também vai ser realmente um centro de impulso espiritual".

"Esperemos que as pessoas vão ver como Deus nos dirigiu no passado, como ele nos conduzirá no futuro, e como os Seus ensinamentos contribuíram para o florescimento de Sua obra, apesar dos desafios e dificuldades que enfrentamos", disse Wilson.

Ele também observou que as instalações expandidas refletem a "ênfase acrescentada" da Igreja ultimamente em pesquisa. No ano passado, funcionários de topo da Igreja votaram estabelecer um orçamento permanente para pesquisa adventista visando a informar o plano estratégico da igreja. Também revisaram o nome do antigo Escritório de Arquivos e Estatísticas para incluir menção de seu novo componente de pesquisa.

O escritório tem trabalhado para restaurar inúmeras fotografias históricas, uma vez escondidas em gavetas, onde se racharam e amarelaram. Agora tratadas, montadas e postas em molduras, as fotos ornamentam as paredes do centro de pesquisa.

Por ocasião do lançamento, a equipe da ASTR também exibiu um projetor de slides antigo, de vidro, semelhante aos modelos usados por muitos evangelistas adventistas no passado, Trim explicou.

Entre fotos de historiadores adventistas notáveis em exposição está uma antiga fotografia a cores do ex-missionário para a Índia e ex-presidente mundial da Igreja, W. A. Spicer, que deu nome ao Colégio Spicer Memorial College, na Índia, de propriedade denominacional. "É bom ter uma fotografia a cores de um dos nossos pioneiros e lembrar que foram pessoas reais e integrais, que não viviam em preto e branco ou sépia", Trim disse.

Outra foto mostra uma reunião de 1958 da Comissão Executiva da Igreja a nível mundial.

"Como um visitante observou, não há nem mulheres, nem qualquer outra pessoa além de brancos, portanto, em alguns aspectos, a Igreja mudou", comentou Trim. Ele acrescentou que a reunião de líderes adventistas de todo o mundo em torno de uma mesa numa sala simples é significativa, quando muitos líderes de outras denominações provavelmente teriam se reunido em "cômodos luxuosos e bem equipados".

"Acho que isso diz muito sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia", comentou ele.

Ao continuar a crescer a denominação, agora com 17 milhões de membros, por todo o mundo, Trim, disse que espera que o centro de pesquisa ajude a firmar as praxes e orientar a tomada de decisão da Igreja. "Estamos muito interessados em que os arquivos, estatísticas e pesquisas não só guardem as coisas, mas também contribuam para a missão mais ampla da Igreja, especialmente para ajudar as pessoas [na sede denominacional mundial] ao estabelecerem praxes e estratégias", disse ele.

A expansão das instalações de pesquisa é "um sinal da nossa determinação de emprestar alguma riqueza para o nosso próprio entendimento do que estamos fazendo", concluiu Trim.

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História Adventista

Em meados dos anos 1800, uma pequena comunidade de cristãos no nordeste dos Estados Unidos começou a estudar as profecias bíblicas e concluiu que Jesus voltaria em 1844. Foram liderados pelo pastor batista Guilherme Miller e incluía a futura co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen G. White, então uma adolescente. Quando Cristo não retornou, os mileritas se reagruparam e mais tarde fundaram o que hoje é uma denominação protestante global com cerca de 17 milhões de membros batizados.

Datas-chave

  • 1844: O Grande Desapontamento
  • 1860: O grupo decide adotar o nome "Adventista do Sétimo Dia"
  • 1863: A Igreja Adventista do Sétimo Dia é organizada oficialmente.
  • 1874: A Igreja Adventista envia o seu primeiro missionário ao exterior. J. N. Andrews parte para a Suíça.

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