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'Berço' garante a capelã de hospital adventista reconhecimento nacional

'Berço' garante a capelã de hospital adventista reconhecimento nacional

Gabriele Stangl segura um recém-nascido no berçário do Hospital Adventista Waldfriede. A iniciativa de recepção de bebês indesejados da capelã do hospital está ganhando reconhecimento nacional. [foto de cortesia da Divisão Euro-África]

É uma alternativa segura para abandono de bebês por mulheres em dificuldades, diz Stangl

November 22, 2011 | Berlin, Germany | APD/ANN staff

Uma capelã adventista do sétimo dia de um hospital na Alemanha foi recentemente premiada por oferecer a mulheres grávidas em dificuldade uma alternativa segura para abandonar seus bebês.

Gabriele Stangl, capelã do Hospital Adventista Waldfriede, em Berlim, recebeu a Medalha de Mérito na Alemanha este mês por operar o que o pessoal do hospital chama de "berço", uma caixa acolchoada por detrás da clínica hospitalar acessível por uma única entrada sem monitoramento onde as mulheres podem anonimamente deixar seus bebês indesejados.

Quando uma mãe deixa seu recém-nascido no berço, sensores disparam um alarme com atraso para que ela possa deixar a área sem ser detectada antes do pessoal de enfermagem ser alertado. Stangl diz que jovens e mães desesperadas deixaram vinte recém-nascidos no berço durante a última década.

"Cada uma dessas mulheres está aterrorizada por várias razões de que a sua gravidez se torne conhecida", diz Stangl.

Mais tarde, muitas das mulheres reúnem a coragem para voltar para a clínica e registrar suas identidades, Stangl diz. Embora apenas um terço dessas mulheres finalmente recupere seus bebês, quase todas acabam por decidir pelo menos dar a seus filhos a oportunidade de descobrir quem é sua mãe, diz ela.

As mulheres têm oito semanas para recuperar seus bebês. Recém-nascidos não reclamados são encaminhados a famílias que os aceitem para adoção.

Stangl diz que observou a necessidade de um meio de acolher esses bebês enquanto trabalhava como capelã de um hospital. Pacientes começaram a compartilhar suas histórias com ela. Uma mulher de 80 anos, no leito de morte, finalmente, contou um segredo de décadas -- ela tinha abortado um bebê. Stangl viu uma mulher grávida ser mandada embora da sala de parto porque não estava disposta a revelar sua identidade.

Agora, mais de cem mulheres deram à luz anonimamente em Waldfriede. Anteriormente, muitas dessas mulher teriam recorrido a dar à luz em banheiros públicos ou em áreas remotas sem assistência médica, Stangle diz. Semelhantemente às mulheres que deixam seus bebês, muitas depois voltam para registrar suas identidades ou recuperar seus bebês. Waldfriede fornece apoio psicológico e aconselhamento às mulheres que retornam e enfrentam decisões difíceis, Stangl diz.

O berço em Waldfriede segue o modelo de um similar, localizado numa instalação não hospitalar em Hamburgo, Alemanha. "Quando ouvi falar a respeito, tive a idéia de que um hospital é mais adequado para tal coisa", Stangl diz, acrescentando que as autoridades da área clínica tem sido favoráveis ao seu ministério.

Stangle tem servido como capelã no hospital Waldfriede desde 1996. Em 2008, a Associação da Mulher Adventista concedeu-lhe o título de "Mulher do Ano".

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