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No Togo, pastor adventista de Cabo Verde é preso sob acusações dúbias

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No Togo, pastor adventista de Cabo Verde é preso sob acusações dúbias

Antonio dos Anjos Monteiro, mostrado em foto de arquivo, está atualmente numa prisão do Togo. Advogados adventistas e especialistas em direitos humanos dizem que as acusações contra ele não têm mérito. [foto de cortesia da WAD]

Advogados adventistas e defensores de direitos humanos se empenham por agilizar a libertação do pastor detido

September 27, 2012 | Silver Spring, Maryland, United States | Elizabeth Lechleitner/ANN

Advogados adventistas do sétimo dia e defensores de direitos humanos pedem a libertação imediata de um pastor adventista preso no Togo, sob acusações falsas, como entendem.



Antonio dos Anjos Monteiro foi detido em março por conspiração para cometer assassinato depois que um homem togolês o acusou, com mais dois outros cristãos, um deles sendo adventista, como conspiradores numa suposta rede de tráfico de sangue.

O acusador já havia confessado o assassinato de cerca de 20 jovens, alegando que trabalhava para um esquema criminoso de tráfico de sangue humano. O homem havia encontrado Monteiro quando o pastor anteriormente ministrou-lhe.

Monteiro, natural de Cabo Verde, tem servido como diretor de Escola Sabatina e Ministério Pessoal para a União Missão do Sahel, com sede em Lomé, Togo, desde 2009.

Apesar de uma busca policial na casa de Monteiro e na sede local da Igreja não ter encontrado provas, jornais locais no início deste ano publicaram fotos inflamatórias retratando recipientes de sangue ao lado de relatos detalhando as acusações contra Monteiro.

"Dizer que Monteiro é inocente creio até ser desnecessário”, disse Todd  McFarland, um conselheiro geral associado, do escritório do Conselho Geral da sede adventista mundial. “A sugestão de que um pastor adventista contrate alguém para assassinar meninas para depois fazer tráfico de seu sangue é bizarro, fantasioso e falso”.

A pressão pública para resolver a seqüência de assassinatos do ano passado, no entanto, continua a impedir sua libertação e exoneração, disse McFarland. Antes da prisão de Monteiro, grupos de direitos humanos acusaram a polícia togolesa de não fazer o suficiente para resolver os crimes.

Em meados de setembro, os líderes da Igreja se reuniram com representantes do governo do Togo para agilizar o caso. O grupo incluía Gilbert Wari, presidente da Divisão Centro-Ocidental Africana, que supervisiona o trabalho da Igreja no Togo; John Graz, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa para a Igreja Adventista a nível mundial; McFarland, e um advogado da União Missão do Sahel, entidade da Igreja Adventista.

"[A advogada] está muito esperançosa. Ela disse que a nossa visita criou um forte impacto sobre o governo", disse Wari. "Primeiramente, pudemos ver que o governo pensava que estavam lidando com uma pequena igreja de esquina, mas agora com este nível de apoio e mobilização, vêem que a Igreja Adventista é uma Igreja de abrangência mundial", disse ele.



O principal oficial internacional de ligação da Igreja Adventista está atualmente trabalhando com o embaixador do Togo para ajudar a assegurar a libertação de Monteiro.

“O embaixador me recebeu cordialmente e prometeu entrar em contato com oficiais de alto nível do gabinete do presidente para facilitar a libertação do Pastor Monteiro”, disse Ganoune Diop, representante da Igreja junto às Nações Unidas. Diop, que se reuniu com o embaixador, em julho, desde então solicitou uma reunião de acompanhamento.

Graz disse que quer que os governos saibam que um adventista do sétimo dia inocente enfrentando detenção arbitrária não está sozinho. "Ele tem milhões de irmãos e irmãs ao redor do mundo prontos para se unirem em apoio. Faremos tudo ao nosso alcance para ajudar a obter a liberdade de Monteiro, e estamos confiantes de que a justiça prevalecerá”. 

Há mais de 5.300 membros da Igreja Adventista no Togo, e perto de 880.000 na Divisão da África Centro-Ocidental, da IASD.

Monteiro, que foi inicialmente mantido em confinamento solitário na prisão por 14 dias, já foi transferido para a prisão civil de Lomé, onde os detidos a espera de julgamento, como ele próprio, são mantidos juntos com criminosos condenados.

Apesar das condições carcerárias deploráveis, Graz disse que Monteiro permanece “otimista e com boa saúde”.

“Acreditamos fortemente que Monteiro é um José dos tempos modernos", disse Wari, fazendo referência a uma história bíblica em que um personagem do Antigo Testamento é preso falsamente. "Tudo parecia desesperado e sem esperança, mas Deus estava operando e ele foi capaz de glorificar o Seu santo nome em meio à crise".

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