Notícias

Congresso de jovens do Pacífico Sul promove o lado prático da fé

Share |
Congresso de jovens do Pacífico Sul promove o lado prático da fé

Participantes do Congresso de jovens marcham em Brisbane em 3 de janeiro, como parte de um chamado para ajudar a combater a fome no mundo. Durante o congresso, os jovens também recolheram latas de comida de residentes nas proximidades. [foto: Vanessa Pereira]

Participantes levantam dinheiro, recolhem alimentos enlatados para combater a fome

January 08, 2013 | Brisbane, Queensland, Australia | Nathan Brown/SPD/ANN

Jovens de todo o Pacífico Sul foram comissionados a compartilhar sua fé e mudar seu mundo durante um congresso de jovens na semana passada. Mais de 1.100 jovens responderam a um apelo para dedicar, renovar e reenfocar suas vidas em Jesus e Sua missão, na noite de sexta-feira, seguindo-se a um dia de adoração, comprometimento e celebração.



“O comprometimento foi um destaque, engajando todos os nossos líderes e jovens na missão da Igreja num mundo em mudança”, disse Nick Kross, diretor de Ministério Jovem da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Divisão do Pacífico Sul. “Tantos jovens têm expressado sua gratidão e alegria com o que têm experimentado e com o que se têm ligado aqui -- e isso tem sido gratificante para nós como líderes”.

O congresso da juventude, realizado a cada oito anos, atraiu jovens e líderes de 14 nações para o Centro de Convenções do Park Watson de 1º. a 6 de janeiro. Os delegados adoraram, participaram de workshops e em atividades de culto.

O orador principal do evento, Sam Leonor, capelão da Universidade La Sierra, nos Estados Unidos, de propriedade da IASD, desafiou os participantes do congresso, não só a serem discípulos de Jesus, como também Seus apóstolos. “Espero que esses jovens vejam o seu contexto local como um lugar em que Deus os colocou para fazerem algo grande”, disse ele. “Mas também espero que vejam que quando adoramos juntos e agimos juntos, podemos mudar o mundo".

“Este evento tem sido uma grande 'fatia' da Igreja”, acrescentou Leonor. “Temos tido tantos diferentes tipos de pessoas e culturas representadas que creio que há algo de sagrado nisso. É bom que estes jovens olhem ao redor e vejam o que a Igreja realmente é. Viver juntos por uma semana como Igreja tem que ser algo que transmite poder”.

Os 1.500 participantes do congresso trabalharam juntos novamente na última tarde do Congresso -- escrevendo toda a Bíblia à mão em cerca de duas horas, com as páginas a serem encadernadas como um memorial para o congresso. “As pessoas realmente se envolveram e foi uma grande realização deste congresso”, disse Kross. “Tivemos um enfoque na Palavra de Deus e esta foi uma maneira de destacar isso e fazer o nosso povo engajar-se”.

Junto com o comprometimento, ele disse que a marcha contra a fome foi outro destaque. Na sequência de um sermão baseado em Amós 5:24, por Joanna Darby, este evento teve um grande número  de participantes do congresso, com camisetas azuis, na região pobre de Brisbane, marchando da Praça Rei George até o Jardim Botânico da cidade em 3 de janeiro para pedir mais ação no combate à fome em todo o mundo.  “É significativo que podemos conseguir esse número de jovens falando sobre algo maior do que eles mesmos”, disse Kross. “Trata-se de pensar como um colaborador e um servo de outros, em vez de um mero consumidor”.

Os delegados também tiveram um “almoço da pobreza”, abrindo mão de sua refeição habitual para se identificarem com a fome. Eles levantaram 10.000 dólares para o trabalho da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) a fim de combater a fome. Ofereceram um cheque a Jonathan Duffy, presidente da ADRA Internacional, juntamente com a foto de uma petição afirmando o trabalho da ADRA.

Grupos de jovens do congresso também atuaram nos subúrbios do norte de Brisbane para coletar mais de 3.500 latas de alimentos para uso em atividades da ADRA por toda a cidade. “Este é um momento crítico do ano para essas agências que estão atuando para ajudar os indivíduos e famílias”, disse Matthew Siliga, coordenador das ações de alcance da comunidade para o congresso.

Com uma escolta policial, a marcha pelos participantes do Congresso fez parar o tráfego da cidade e muitas conversas com os transeuntes foram iniciadas sobre quem esse grupo era e o que estavam fazendo.

“Num estágio, eu me detive e olhei para os nossos manifestantes, e vendo a fila que se estendia quase por um quilômetro de extensão com faixas e todos aqueles jovens, eu senti um sentimento de orgulho dos nossos jovens e do que eles estavam fazendo”, comentou Kross.

Voltar para a lista