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Vídeo recentemente exibido mostra família do pastor preso no Togo

Vídeo recentemente exibido mostra família do pastor preso no Togo

Madalena dos Anjos, esposa do pastor Antonio Monteiro, que está na prisão, é entrevistada no video sobre a separação de sua família em Togo. "Nunca estivemos separados por tanto tempo", disse ela.

April 18, 2013 | Silver Spring, Maryland, United States | ANN staff

Um novo vídeo sobre a família de um pastor adventista preso no Togo foi publicado na semana passada no YouTube pela sede da Igreja Adventista, assinalando o mais recente esforço em conseguir assinaturas para uma petição ao governo por sua libertação.



A medida faz parte dos esforços diplomáticos em curso que visam a garantir a libertação do Pastor Antonio Monteiro, preso por acusações infundadas, disseram dirigentes denominacionais.

Os dirigentes dizem que esperam recolher um milhão de assinaturas para a petição a ser apresentada a oficiais do governo.

Pela primeira vez, a Igreja Adventista está mostrando fotos de sua esposa e família para ajudar a Igreja e membros da comunidade em todo o mundo a compreender a importância de assinar a petição on-line, disse Williams Costa Jr., diretor de Comunicações da Igreja Adventista a nível mundial.

"Eles fazem parte da nossa família, e queremos que as pessoas entendam o quanto estão sofrendo por estarem sem o seu marido e pai", disse Costa. "Apelamos a todos os membros e simpatizantes da justiça para participarem da petição”.

O pedido e o vídeo estão no site da pray4togo.com.

Monteiro foi preso há mais de um ano. No mês passado, oficiais do governo togolês rejeitaram o quinto pedido da Igreja Adventista para a libertação de Monteiro, de acordo com um advogado da União Missão do Sahel, subdivisão administrativa da IASD, que está acompanhando o caso de perto.

Monteiro foi preso por conspiração para cometer assassinato depois que um togolês o envolveu, e a outros dois cristãos, um deles um adventista, como conspiradores numa suposta quadrilha de tráfico de sangue. A testemunha admitiu ter matando vinte jovens, mas disse que apenas cumpria ordens.

No entanto, a testemunha tem uma história documentada de instabilidade mental e seu depoimento é considerado muito pouco confiável, disse um representante da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Togo.

As provas e outras evidências também indicam que a declaração envolvendo Monteiro foi obtida sob coação.

Os líderes da Igreja disseram que a testemunha conhecia Monteiro porque o pastor lhe havia ministrado um tempo atrás.

Monteiro, que é nativo de Cabo Verde, atuou desde 2009 como diretor de Escola Sabatina e Ministérios Pessoais da União Missão do Sahel, com sede em Lomé. Uma revista policial após sua prisão na casa de Monteiro e na sede regional da Igreja não produziu qualquer prova de sua ligação com o caso.

A pressão pública para resolver a sucessão de homicídios no ano passado provavelmente influenciou a sua não libertação e absolvição, disseram oficiais da Igreja. Antes da prisão de Monteiro, grupos de direitos humanos e uma coalizão de mulheres locais acusaram a polícia togolesa de não fazer o suficiente para resolver os crimes.

Entre as medidas anteriores coordenadas pela Igreja, foram enviados centenas de cartões de Natal a Monteiro, além de ser estabelecido um dia mundial de oração e uma conferência de imprensa em Lomé, assim como contínuos esforços diplomáticos.

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