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Comissão de Estudo vota declaração consensual sobre “Teologia da Ordenação”

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Comissão de Estudo vota declaração consensual sobre “Teologia da Ordenação”

Os membros da Comissão de Estudos da Teologia da Ordenação da Igreja Adventista votaram hoje aprovar uma declaração de consenso sobre a teologia adventista de ordenação. A comissão está enfrenando questões desafiadoras que cercam a tradição cristã. [foto: Ansel Oliver]

Documento deve ser encaminhado ao Concílio Anual de 2014 e à Assembléia da Associação Geral de 2015

July 23, 2013 | Linthicum Heights, Maryland, United States | Mark A. Kellner, Adventist Review

Por uma votação de 86-8 -- uma proporção de 9:1 – os delegados da Comissão de Estudo da Teologia da Ordenação (sigla TOSC) da Igreja Adventista do Sétimo Dia concordaram hoje em aprovar uma declaração de consenso sobre uma teologia adventista de ordenação. A medida representou um aval inicial do objetivo de líderes da TOSC para avançar unidos EM MEIO às desafiadoras questões em torno das discussões sobre ordenação na Igreja.



De acordo com o comunicado, “os adventistas do sétimo dia entendem a ordenação, num sentido bíblico, como a ação da Igreja em reconhecer publicamente aqueles a quem o Senhor chamou e equipou para o ministério da igreja local e global”. Exemplos bíblicos de pessoas ordenadas incluem anciãos/pastores supervisores e diáconos, diz o documento, bem como “pastores itinerantes que supervisionavam territórios maiores com várias congregações”.

Explicando o papel de uma pessoa ordenada, a declaração continua: “No ato da ordenação a Igreja confere autoridade representativa a indivíduos para o trabalho específico do ministério para o qual foram designados. Estes podem incluir representar a Igreja, proclamar o evangelho; administrar a Ceia e o batismo do Senhor, plantar e organizar igrejas, orientar e alimentar os membros; opor-se a falsos ensinamentos, e prestação de serviço em geral para a congregação”. Ao contrário de crenças de outras religiões cristãs, no entanto, a ordenação adventista do sétimo dia “não transmite qualidades especiais para as pessoas ordenadas, nem introduz uma hierarquia monárquica dentro da comunidade de fé”.

A declaração conclui observando que “o modelo final do ministério cristão é a vida e obra de nosso Senhor, que não veio para ser servido, mas para servir”.

A aprovação do documento deu-se no segundo dia da segunda reunião dos membros da TOSC de 2013, que se reuniram num centro de conferências particular, não ligado à denominação, próximo do Aeroporto Internacional Thurgood Marshall de Baltimore/Washington.

OsDelegados incluíam pastores, leigos, estudiosos e dirigentes de toda a comunidade adventista do sétimo dia mundial, tendo como presidente Artur Stele, um vice-presidente geral da Igreja a nível mundial e diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral. Geoffrey Mbwana, outro vice-presidente geral, é o vice-presidente.

“Esta é a primeira vez que a Igreja empreende um estudo sério para desenvolver uma teologia de ordenação”, Mbwana disse logo após a votação. “É fundamental que antes de discutir qualquer questão da ordenação, realmente entendamos a teologia da ordenação. Hoje, creio que uma ponto marcante está começando a acontecer: que uma declaração de consenso foi aceita para recomendação à Associação Geral, ao Concílio Anual e, em seguida, à Assembléia [da AG] para ser adotada como uma declaração de uma teologia de ordenação”.

Concordar com uma teologia da ordenação é ação preparatória para a outra tarefa da TOSC--discutir a ordenação de mulheres para o ministério evangélico. O assunto tem sido debatido entre os adventistas do sétimo dia por anos, em todo o mundo com as Assembléias da Associação Geral de 1990 e 1995 rejeitando a permissão de tais ordenações. A TOSC é encarregada de produzir material para discussão e elaboração de recomendações que serão submetidas para discussão na assembléia mundial da Igreja em julho 2015, que se realizará em San Antonio, Texas.

De acordo com Bill Knott, editor da ‘Adventist Review’ e membro da TOSC: “Se a igreja pode chegar a um consenso sobre uma teologia comum de ordenação, isso deixa a esperança de que também se encontre uma solução que honre as convicções fortemente arraigadas em ambos os lados desta questão”.

As reuniões da Comissão devem prosseguir até 24 de julho.

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