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Novo documentário explora ‘modelo’ holístico de educação adventista

Novo documentário explora ‘modelo’ holístico de educação adventista

Isai Bautista se gradua na Escola Adventista do Sétimo Dia do Bronx-Manhattan com honras depois de se transferir para a escola como um aluno da terceira série que não sabia ler.

Cineasta Doblmeier primeiro explorou o tema em 2010

November 26, 2013 | Silver Spring, Maryland, Estados Unidos | Elizabeth Lechleitner/ANN

Isai Bautista não conseguia ler uma palavra, “nada”, diz ele, quando ele foi transferido para a Escola Adventista do Sétimo Dia do Bronx-Manhattan na terceira série. Agora ele está se formando na oitava série com honras, graças, em parte, a uma professora dedicada que trabalhava com ele todos os dias depois da escola. “Ela é como uma segunda mãe para mim”, diz Bautista.

A Escola Adventista do Bronx-Manhattan é uma das oito escolas adventistas na América do Norte que o cineasta independente Martin Doblmeier destaca em seu documentário mais recente, “O Modelo: A História da Educação Adventista”, agora disponível em DVD.

“O Modelo” pode ser remontado até a co-fundadora da Igreja Adventista, Ellen G. White, que, em meados do século 19, introduziu o conceito de educação holística—saúde mental, física, social e espiritual combinada com o crescimento intelectual e de serviço à humanidade.

Hoje, a Igreja Adventista opera o segundo maior sistema escolar de base confessional no mundo. 

Em Holbrook, Arizona, Doblmeier explora como a Escola Indígena de Holbrook—um internato adventista nas próximidades da reserva de índios Navajo—ensina os estudantes a encontrar valor e auto-estima em sua identidade como nativos americanos e filhos de Deus. Muitos dos alunos vêm de lares abusivos e desfeitos, numa comunidade repleta de desemprego, abuso de drogas e gangues. “Quero ajudá-los a descobrir que não são menos do que todos os demais do mundo”, diz a vice-diretora Jovanna Poor Bear-Adams, que cresceu na reserva e lutou contra sentimentos de inadequação.

Nas escolas, de Holbrook à Escola Cristã Columbine, em Durango, Colorado, os alunos compartilham certas características que têm ligação com grandes realizações, revela o documentário—essas características incluem a leitura por prazer, manter relações positivas e receber uma boa alimentação e sono adequado. Os alunos também se identificam com a espiritualidade.

Ainda assim, um declínio no número de matrículas em algumas escolas da Igreja Adventista tem levado alguns pais a questionar se a educação adventista ainda pode oferecer educação de qualidade, diz Elissa Kido, que dirigiu ‘CognitiveGenesis’, uma pesquisa com mais de 50.000 estudantes em 800 escolas adventistas por todos os EUA, Canadá e Bermudas.

Na Ecola Piñon Hills, de nove estudante, em Farmington, Novo México, Doblmeier aborda o desafio de salas de aula de séries múltiplas. “Houve uma mudança cultural na Igreja Adventista. Quarenta anos atrás, se você fosse de uma família adventista, era quase um escândalo não enviar seus filhos para a escola adventista local”, diz Blake Jones, pastor da Igreja Adventista Piñon Hills. “Isso não ocorre hoje”, ele acrescenta. Metade do orçamento operacional da congregação de Piñon Hills vai para a manutenção da escola.

Na Academia Adventista de Spencerville, no Estado de Maryland, as notas dos estudantes se situam no percentual de 80 a 90. “O Modelo” destaca o caso de que Spencerville é a regra, não a exceção. ‘CognitiveGenesis’ revelou que os estudantes adventistas superam a média nacional em todos os graus, todas as matérias, independentemente do tamanho da turma. “Não há nenhuma vantagem acadêmica em ir para uma escola grande”, diz Lisa Beardley-Hardy, diretora de Educação para a Igreja Adventista a nível mundial. 

Na Academia de Loma Linda, na Califórnia, Doblmeier relata que os estudantes das escolas adventistas tiram notas “consideravelmente” acima da média nacional em ciência, apesar de críticos que questionaram se boa ciência pode ser ensinada no contexto do criacionismo. “Descobrimos que somos capazes de desenvolver os nossos alunos como críticos pensadores—bons cientistas com bom método científico—que também entendem o paradigma de como você pode ser um bom cientista e um crente em Deus”, diz Robert Skoretz, diretor da Academia de Loma Linda. 

Doblmeier explora outra marca registrada da educação adventista na Academia de Oakwood, no Alabama. Um dos valores fundamentais da escola é o serviço comunitário. A escola realiza dias normais de serviço à comunidade durante o qual os alunos distribuem alimentos, roupas e outros suprimentos. “Os alunos começam a formar hábitos no início da vida, e se nós queremos prepará-los para uma vida de serviço e envolvimento nas suas comunidades, temos que começar cedo. É parte do nosso currículo”, diz Sharon Lewis, diretora da Academia de Oakwood.

De volta à Escola Adventista de Bronx-Manhattan, os professores dizem que a chave para a educação de sucesso é o empenho conjunto do lar, escola e igreja. “Não há muitas pessoas do meu bairro que conseguem êxito nisso”, Bautista diz, “mas eu realmente creio que conseguirei”. 

“O Modelo” é o mais recente de mais de 25 filmes premiados de Doblmeier sobre religião, fé e espiritualidade, o que inclui “ Bonhoeffer”, um documentário sobre o resistente nazista Dietrich Bonhoeffer, e “Albert Schweitzer: Chamado à África”, um filme que recapitula a vida do humanitário, ganhador do Prêmio Nobel.

Doblmeier primeiro destacou os adventistas em documentário de 2010 traçando as raízes da mensagem de saúde e ministério da denominação na América do Norte. Em maio, ele lançou “Os Adventistas-2”, explorando a filosofia e legado internacional do alcance humanitário e de saúde da IASD.

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