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Após debate, Concílio Anual vota Declaração Sobre Praxes da Igreja

Medida responde a "Recentes Ações de Uniões Concernentes a Ordenação Ministerial"

Após debate, Concílio Anual vota Declaração Sobre Praxes da Igreja

Delegados leem a declaração de voto antes de depois da sua aprovação por uma margem de 264-25. [Fotos de Ansel Oliver]

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Medida responde a "Recentes Ações de Uniões Concernentes a Ordenação Ministerial"


Após três horas de respeitosos estudo e discussão, os dirigentes a nível mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia votaram aprovar uma "Declaração Sobre Praxes, Procedimentos e Solução de Divergências na Igreja à Luz de Recentes Ações de Uniões Sobre Ordenação Ministerial" em 16 de outubro, durante o Concílio Anual de líderes mundiais da Igreja, realizado em Silver Spring, Maryland, EUA. A votação foi de 264 a favor e 25 contra.

A medida ocorre após três Uniões  locais -- a União Norte-Alemã, na Divisão Euro-África, a União Columbia e a União do Pacífico, na Divisão Norte-Americana – votarem separadamente este ano permitir a ordenação ao ministério "sem levar em conta o gênero", algo que a Igreja Adventista como um todo havia rejeitado por duas vezes em votações nas Assembleias da Associação Geral do movimento, que se realizam a cada cinco anos.



A declaração votada expressa desaprovação de ações independentes das Uniões, apela a todas as unidades da Igreja "a considerarem cuidadosamente o impacto e implicações das decisões" tomadas independentemente da comunidade mundial, e reafirma o papel das mulheres na vida e ministério da Igreja. O documento também aponta à continuidade dos estudos sobre a teologia da ordenação, cujos resultados se espera estarem prontos em 2014, em antecipação à 60ª. Assembleia da Associação Geral, no ano seguinte. Não ocorrem sanções aplicadas, ou sugeridas, no documento.

"Esta declaração trata com a estrutura e procedimentos da Igreja. Não aborda a questão das práticas de ordenação ministerial, por si só", disse o comunicado. "A questão central é a de praxes da Igreja -- como a Igreja define a sua organização, governo e operações".

"Decisões de seguir um curso de ação que não esteja em harmonia com as decisões da Assembleia da Associação Geral de 1990 e 1995 (com respeito a ordenação ministerial) representam não apenas uma expressão de dissidência, como também uma demonstração de auto-determinação em questão decidida anteriormente pela Igreja corporativamente", diz o comunicado. "A Comissão Executiva da Associação Geral considera essas ações como erros graves".

O texto da declaração prossegue: "A Igreja a nível mundial não pode legitimar práticas que contradizem claramente a intenção das decisões da Assembleia da Associação Geral. ... Assim, a Igreja mundial não reconhece as ações de uniões ou associações que tenham autorizado ou implementado ordenação ministerial sem levar em conta o gênero”.

Mas a declaração também é clara em afirmar a posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre as mulheres: "A Comissão Executiva da Associação Geral reafirma o importante papel que as mulheres cumprem na vida da Igreja. Seu talento e compromisso é uma bênção para toda a Igreja e uma parte necessária do trabalho de desempenho da sua missão".

A medida foi aprovada em votação secreta numa cédula de papel, após discussão do dia, que começou com comentários do Pastor Ted N. C. Wilson, presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Wilson expressou a esperança de que as unidades da Igreja a nível mundial continuem "dando enfoque à missão da Igreja, unida em Cristo, conquanto enfrentando algumas diferenças e divergências".

Wilson foi seguido pelo destacado evangelista aposentado e vice-presidente da Associação Geral, Pastor Mark Finley, que falou sobre a questão de como a Igreja primitiva tomava decisões e trabalhava em unidade. Ele fez menção a três incidentes no livro de Atos.

"A essência da unidade não é uma ação uniforme, é respeitar um ao outro o suficiente para ouvir com atenção, reagir com reflexão devida e decidir conjuntamente", disse Finley. "Dificuldades intransponíveis foram resolvidas ao se reunirem os primeiros líderes da Igreja, orarem e submeterem suas opiniões pessoais ante a decisão da entidade corporativa maior”.

Durante um período de comentários mais extensos o Pastor Daniel Jackson, presidente da Divisão Norte-Americana, procurou tranquilizar os líderes mundiais da Igreja de que a Divisão apoiava a missão da Igreja, apesar da questão de praxes discutida no comunicado.



"Queremos deixar bem claro que a DNA sem qualquer hesitação expressa nossa unidade com a igreja a nível mundial", disse Jackson. "Não somos apenas um complemento da Igreja globalmente, somos irmãos e irmãs com todas as pessoas nesta sala."

Um pastor da Associação União do Atlântico, da DNA, Dedrick Blue, disse a seus colegas delegados que "o processo lida com o mecanismo, mas o efeito é tão importante quanto o processo. O que estamos enfrentando aqui é o efeito da nossa decisão como um organismo mundial”. E acrescentou: “Não se envolva com o processo a ponto de negligenciar a justiça e a misericórdia”.

Embora tendo votado a favor da declaração, o presidente da União Associação do Pacífico, Pastor Max Torkelson II, disse que esperava que adventistas mais jovens não recebessem a mensagem errada da ação.

Ele falou com um repórter após a reunião: “Estou preocupado de que, nossos membros mais jovens da Igreja particularmente tenham menos paciência" para esperar que a Igreja a nível global aja, disse ele. "Temos pedido e estamos pedindo, durante anos, que sejam pacientes, e agora novamente lhes estamos pedindo para serem pacientes. Admiro-me da medida em que o são, mas me pergunto por quanto tempo podemos presumir que eles terão de ser pacientes. Tenho medo de podermos decepcioná-los”.

Após a votação e antes das orações de líderes adventistas universitários de três continentes, Wilson disse que apreciou a abordagem cuidadosa dos delegados para a questão.

"Obrigado por sua confiança no poder do Espírito Santo em trazer unidade à Igreja de Deus", disse Wilson. "Não estamos no fim da estrada, ainda temos uma jornada para concluir, mas pela graça de Deus, vamos fazer isso juntos."