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Wilson: Não há espaço para evolução nas escolas adventistas

Na abertura de conferência de Bíblia e Ciência, o presidente da Igreja Adventista destaca a criação literal de uma semana

Wilson: Não há espaço para evolução nas escolas adventistas

O presidente da Igreja Adventista, Ted N. C. Wilson, fala no palco da Conferência de Bíblia e Ciência, em Las Vegas, Nevada, na sexta-feira 15 de agosto [Foto: Larry Blackmer]

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Na abertura de conferência de Bíblia e Ciência, o presidente da Igreja Adventista destaca a criação literal de uma semana


O presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ted N. C. Wilson afirmou de modo vigoroso que a vida existe na Terra há apenas alguns milhares de anos, e não há milhões de anos, ao abrir uma conferência de educadores no Estado de Utah, EUA, na sexta-feira. Ele afirmou que os professores que creem de modo contrário não deveriam se chamar de adventistas do sétimo dia ou trabalhar em escolas operadas pela Igreja.
 
Wilson falou para uma multidão de professores, principalmente no início de uma conferência internacional de 10 dias sobre a Bíblia e a Ciência, em Las Vegas, Nevada, durante a sessão de abertura da conferência, antes de viajar para St. George, Utah. O local foi escolhido por seu fácil acesso a três sítios geológicos que os 350 participantes vão explorar entre as sessões de conferências sobre Arqueologia, Geologia, Paleontologia e Biologia.
 
“Como professores nos campi de academias, faculdades e universidades adventistas do sétimo dia e líderes na Igreja de Deus . . . apegamo-nos firmemente a uma criação literal recente e absolutamente rejeitamos a teoria evolucionista, teísta e geral”, disse Wilson, em seu discurso de abertura. “Peço-lhes para serem defensores da criação baseada no relato bíblico e reforçada de forma tão explícita pelo Espírito de Profecia”, disse ele referindo-se aos escritos da co-fundadora da Igreja Adventista, Ellen G. White.
 
Ele apontou para passagens da Bíblia, como Gênesis 1, 2 e Salmo 33: 6, 9 e os escritos de White ao rejeitar um ensino popular de que cada dia da semana da criação bíblica pode ter durado milhões de anos, o que torna o mundo muito mais velho do que os 6.000 e poucos anos que os criacionistas acreditam se passaram desde que a Terra foi formada.
 
O ensinamento popular que mistura a história bíblica com a teoria da evolução de Darwin tem penetrado algumas escolas adventistas nos últimos anos e isso, em parte, conduziu à decisão da Igreja Adventista de começar a organizar conferências de Bíblia e científicas em 2002.
 
Em seu discurso, Wilson citou o livro da Sra. White, “Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos”: “Quando o Senhor declara que Ele fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo dia, Ele se refere ao dia de 24 horas, o que demarcou pelo nascer e o pôr do sol”. “Quão mais claro poderia ser isso?”, Perguntou Wilson.
 
Ele disse que o próprio nome “adventista do sétimo dia” aponta a uma criação literal de seis dias, porque faria pouco sentido comemorar um sábado do sétimo dia, se o sábado original tivesse durado anos, em vez de 24 horas.
 
“Se a pessoa não aceitar o entendimento da criação recente em seis dias, então essa pessoa não é realmente um adventista do ‘sétimo dia’, já que o sábado do sétimo dia se tornaria absolutamente sem sentido, histórica e teologicamente, e na sua maioria nossas doutrinas baseadas na Bíblia e centralizadas em Cristo e Sua voz autorizada se tornariam sem sentido também”, afirmou Wilson.
 
Ele advertiu contra a associação com cientistas, humanistas e “alguns que afirmam ser adventistas do sétimo dia” que abraçaram uma teoria da criação baseada em evolução. ”Não acreditem neles nem participem dessa manipulação da verdade bíblica sobre a criação e a comemoração da criação visível, o sábado”, disse aos participantes da conferência. “Em essência, a evolução não é uma ciência”.
 
Ele disse que os educadores devem apoiar o criacionismo de coração ou fazer “a coisa honrosa” e renunciar. “É de tal importância para a missão final de Deus”, reiterou.
 
Ed Zinke, um adventista teólogo, empresário e co-organizador da conferência, explicou numa entrevista que as implicações da má interpretação da Bíblia poderiam ser profundas e prejudicar seriamente a relação da pessoa com Deus. “A compreensão bíblica de Deus torna-nos possível ter um relacionamento mais íntimo com Ele do que se tivermos um falso conceito de Deus”, disse Zinke.
 
Suas observações refletem os escritos de White sobre Caim e Abel, os primeiros seres gerados na Bíblia. White disse que Caim e Abel igualmente julgavam que estavam adorando o mesmo Deus com os seus sacrifícios, mas Deus rejeitou o sacrifício de Caim, porque Caim não adorava o Deus verdadeiro.
 
Embora a conferência de Utah esteja enraizada na Bíblia, também trata sobre a ciência e incluirá apresentações com fósseis, formações rochosas e achados arqueológicos recentes de que o nome do rei Davi foi esculpido na entrada de portões da cidade, oferecendo evidência científica de que o rei israelita é mais do que uma história da Bíblia. ”Parecia impossível provar até mesmo 50 anos atrás, mas agora está se descobrindo que a Bíblia pode ser invocada como guia para a arqueologia”, disse Zinke.
 
Os participantes da conferência, que incluem representantes de escolas adventistas ao redor do mundo, bem como líderes da Igreja, cientistas e alguns estudantes de doutorado, participarão de três viagens de campo para uma exame de perto da evidência que apoia a crença de que a Terra é relativamente jovem em seus 6.000 anos: a Virgin River Gorge, um longo cânion localizado entre St. George, Utah, e Littlefield, Arizona; o Grand Canyon, no Arizona; e o Parque Nacional de Zion, em Utah, que tem uma garganta de 24 km que desce até 800 mts de profundidade em alguns pontos.
 
Arthur V. Chadwick, um geólogo e professor da Universidade Adventista do Sudoeste, disse que os cientistas têm de depender da fé, não importa se apoiam a criação ou a evolução. “Ao avaliarmos os dados, vemos coisas que são problemas para os criacionistas e vemos coisas que são problemas para os evolucionistas”, disse ele por telefone antes da conferência. “Ninguém pode afirmar que crê num mais que o outro, porque não é transparente, deixa a possibilidade de escolha”.
 
Chadwick dedicou toda a sua carreira a encontrar evidência científica que suporte o criacionismo e já publicou mais de 50 artigos de investigação em revistas populares. Ele iria apresentar algumas das suas mais recentes descobertas na conferência.
 
Zinke, o co-organizador, disse que espera que os educadores assimilem da conferência a mais recente pesquisa científica que sustenta o ponto de vista da Terra jovem e a utilizem para reforçar a sua própria fé e a de seus alunos. “Esperamos enriquecer os professores para que estejam bem informados em sala de aula e entendam a importância de retratar uma cosmovisão bíblica aos seus alunos, ajudando-os a compreender como isso afeta várias disciplinas, incluindo a ciência, e como afeta a sua vida pessoal e o seu compromisso com Deus”, disse ele.

—Leia Todo o discurso do presidente Ted Wilson AQUI.