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Igreja Adventista Deixa Votação Sobre Ordenação de Mulheres Para O Próximo Més de Julho

Concílio Anual pede que se considere deixar que as Divisões decidam sobre ordenação

Igreja Adventista Deixa Votação Sobre Ordenação de Mulheres Para O Próximo Més de Julho

O vice-presidente da Igreja Adventista, Mike Ryan, preside Concílio Anual de terça-feira, 14 de outubro, com os delegados votando maciçamente para colocar um item na agenda da Assembleia da Associação Geral do próximo ano indagando se as Divisões regionais poderiam permitir que mulheres sejam ordenadas como ministros. A votação foi de 243 a 44, com três abstenções. [Foto: Viviene Martinelli]

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Concílio Anual pede que se considere deixar que as Divisões decidam sobre ordenação


A Igreja Adventista do Sétimo Dia já em julho próximo pode decidir tomar uma votação histórica sobre a possibilidade de permitir que mulheres sejam ordenadas ao ministério.
 
A decisão de permitir a votação foi feita hoje pela Comissão Executiva da Associação Geral na sede mundial da Igreja durante o Concílio Anual de 2014. Um voto sobre a ordenação de mulheres poderia pôr fim--ou mesmo prolongar--o debate de décadas que tem ameaçado dividir a denominação, de acordo com os que se posicionam dos dois lados da questão.
 
Com 243 votos a favor e 44 contra, e no final de um dia de deliberação, a Comissão Executiva concordou em colocar a seguinte questão na agenda da Assembleia da Associação Geral de julho de 2015, que define a política para toda a Igreja:
 
“Considerando que, a unidade pela qual Jesus orou é de vital importância para o testemunho da Igreja Adventista do Sétimo Dia e;
 
“Considerando que, a Igreja Adventista do Sétimo Dia procura envolver todos os membros na sua missão por todo o mundo para fazer discípulos de Jesus Cristo entre os homens de todas as nações, culturas e etnias, e;
 
“Considerando que, vários grupos designados pela Associação Geral e suas Divisões têm cuidadosamente estudado os escritos bíblicos e de Ellen G. White no que diz respeito à ordenação de mulheres e não chegaram a um consenso quanto ao fato de a ordenação ministerial para as mulheres ser unilateralmente afirmada ou negada, e ;
 
“Considerando que a Igreja Adventista do Sétimo afirma que “Deus ordenou que os representantes de Sua Igreja de todas as partes da Terra, quando reunidos em Assembleia da Associação Geral, terão autoridade”.
 
“Portanto, a Comissão Executiva da Associação Geral solicita aos delegados em sua responsabilidade sagrada ante Deus para que na Assembleia da Associação Geral de 2015 respondam à seguinte pergunta:
 
“Após o seu estudo acompanhado de oração sobre a ordenação segundo a Bíblia, os escritos de Ellen G. White, e os relatórios das comissões de estudo, e;
 
“Após a sua análise cuidadosa do que é melhor para a Igreja e para o cumprimento da sua missão,
 
“É aceitável que as comissões executivas das Divisões, conforme julgarem apropriado em seus territórios, façam provisão para a ordenação de mulheres para o ministério evangélico? Sim ou Não” [.]
 
Se a pergunta sobre a teologia da ordenação for posta à votação, e aprovada, então líderes em cada uma das 13 regiões mundiais da Igreja podem decidir se ordenam mulheres no seu território.
 
A proposta votada pela Comissão Executiva de hoje foi trazida a plenário como uma recomendação de altos oficiais da Igreja e pode ser considerada uma forma criativa de lidar com uma questão espinhosa, assumindo uma posição neutra.
 
Alguns defensores da ordenação de mulheres votaram a favor da proposta, mas expressaram fortes preocupações de que a proposta perante a Comissão Executiva não traga uma recomendação formal a favor ou contra a ordenação. Os defensores temem que a questão vá ter menos peso quando a pergunta vier à tona na Assembleia da Associação Geral que se realizará entre 2 a 11 de julho em San Antonio, Texas, EUA.
 
“Acho que este grupo precisa dar direção à Igreja a nível mundial”, disse David Weigley, presidente da União Associação Columbia da Divisão Norte-Americana. “Estamos perdendo uma oportunidade de ouro para dar uma direção. Líderes conduzem, dão direção”, disse ele.
 
“Baseado no que vejo a partir da história desta questão em particular, parece que o Concílio Anual sempre desempenhou um papel muito importante no que é passado para a Assembleia da Associação Geral”, disse Heather-Dawn Small, diretora dos Ministérios da Mulher para a Igreja Adventista de todo o mundo. “Já vi no passado que o que este Concílio Anual decide influencia a Assembleia da AG”.
 
O presidente do Concílio Anual de hoje, o vice-presidente Mike Ryan, sugeriu que a recomendação devia ser imparcial, e que a questão da ordenação era mais adequada para a delegação em Sessão.
 
Mais de 20 pessoas falaram em diferentes lados da questão.
 
Alberto C. Gulfan Jr., presidente da Divisão Sul da Ásia-Pacífico, disse que aprecia a contribuição das mulheres evangelistas, mas que a membresia em sua região “não está pronta para avançar para a ordenação de mulheres pastoras”. E acrescentou: “Também estamos apoiando esta recomendação de levar isso para a Assembleia da Associação Geral e deixar o mundo decidir sobre a questão de uma vez por todas”.
 
O presidente da Associação Geral, Ted N. C. Wilson, que se opôs a movimentos recentes para a ordenação de mulheres que viessem antes do Concílio Anual, não expressou seu parecer durante a reunião, mas indicou antes da discussão que estaria disposto a ajustar sua postura.
 
“Se este corpo aceita a recomendação de colocar a questão perante a Assembleia da Associação Geral, e essa Assembleia, depois de consideração com oração e revisão vote alguma coisa”, Wilson anunciou: “Prometo que vou seguir o que a Associação Geral votar. Quero pedir a cada um de vocês para fazerem o mesmo”.
 
A discussão sobre ordenação de mulheres começou há mais de 130 anos, de acordo com arquivos da Igreja, e se intensificou desde a década de 1970, especialmente onde membros pedem por mudança, incluindo os Estados Unidos, países da Europa, e do Pacífico sul. As Assembleias da Associação Geral Sessões em 1990 e 1995 votaram contra propostas que teriam permitido a ordenação de mulheres, e o assunto não voltou à pauta de uma Assembleia desde então.
 
No entanto, na Assembleia de 2010, em Atlanta, Georgia, EUA, um delegado do Estado norte-americano da Pensilvânia fez um pedido “para a Igreja Adventista desenvolver e articular uma teologia da ordenação”.
 
Esse pedido levou a um compromisso dos líderes da Associação Geral de abrir a discussão e nomear a Comissão de Estudo da Teologia da Ordenação, ou TOSC. A comissão de 106 membros, foi convidada a dar considerar em profundidade a ordenação e fornecer informações para ajudar a Associação Geral a decidir como lidar com o assunto.
 
O relatório reconheceu que os membros da comissão--que vieram de todo o mundo e se reuniram quatro vezes, por vários dias cada vez--não foram capazes de chegar a um acordo a favor ou contra a ordenação de mulheres.
 
A TOSC produziu três declarações separadas para resumir os pontos de vista dos membros. Essas posições foram, então, explicadas por três estudiosos diferentes numa apresentação perante a Comissão Executiva; as declarações também foram impressas no relatório da TOSC.
 
Uma posição, rotulada Declaração No. 1, dizia que só os homens podem ser ordenados em toda a Igreja a nível mundial. Declaração No. 2, dizia que as entidades responsáveis ​​pela contratação de pastores devem ser capazes de tomar suas próprias decisões sobre a possibilidade de ordenar ministros do sexo feminino. Declaração No. 3 dizia que a decisão deve ser deixada para a liderança “num nível adequado” para determinar se a ordenação “pode ser apropriada para a sua área ou região.”
 
Embora a teologia da ordenação seja colocada na agenda da Assembleia da Associação Geral, o resultado da medida está longe de ser certo. Os cerca de 2.600 delegados votantes podem decidir adotar, rejeitar ou alterar a proposta.