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ABERTO CENTRO DE TREINAMENTO PARA DEFENSORES DA LIBERDADE RELIGIOSA NO COLÉGIO ADVENTISTA DA FRANÇA

O Centro Internacional de Liberdade Religiosa e Relações Públicas em Collonges-sous-Salève é o primeiro de seu tipo, e ensinará aos alunos a como representar a Igreja Adventista do Sétimo Dia no setor público.

ABERTO CENTRO DE TREINAMENTO PARA DEFENSORES DA LIBERDADE RELIGIOSA NO COLÉGIO ADVENTISTA DA FRANÇA

(Da esquerda para a direita) Dr. John Graz, diretor do Centro Internacional Para a Liberdade Religiosa e Relações Públicas; Embaixador Ibrahim Salama, diretor da Divisão de Tratados Relacionados aos Direitos Humanos no Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas; Dr. Ganoune Diop, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa para a Igreja Adventista a nível mundial; Dr. Jean Phillippe Lehmann, diretor do Campus Adventista du Salève. [Foto cortesia do Centro Internacional para a Liberdade Religiosa e os Negócios Públicos]

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O Centro Internacional de Liberdade Religiosa e Relações Públicas em Collonges-sous-Salève é o primeiro de seu tipo, e ensinará aos alunos a como representar a Igreja Adventista do Sétimo Dia no setor público.


Líderes da Igreja, representantes das Nações Unidas, acadêmicos e estudantes celebraram a abertura em 4 de fevereiro do Centro Internacional de Liberdade Religiosa e Relações Públicas no Campus Adventista em Collonges-Sous-Salève, na França. 

O colégio, localizado a curta distância da fronteira franco-suíça e da cidade de Genebra, teve muitas ligações ao longo dos anos com luminares da liberdade religiosa. Entre eles, o então estudante do seminário Jean Weidner, foi homenageado por seus esforços durante a Segunda Guerra Mundial em colocar mais de 1.000 judeus, aliados e membros da resistência fora do território ocupado pelos nazistas, e o Dr. Jean Nussbaum, fundador da Associação Internacional para a Defesa da Liberdade Religiosa e um pioneiro do trabalho adventista nas Nações Unidas. 

O centro está localizado acima da biblioteca Alfred Vaucher da faculdade e vai trabalhar em estreita colaboração com os alunos do seminário de Teologia da Faculdade e Escola de Língua Francesa. O centro também incentivará a pesquisa, produzirá publicações e organizará eventos. Sua proximidade com Genebra, que abriga a sede de muitas organizações internacionais diferentes, também oferece oportunidades de trabalho em rede e treinamento prático para os alunos. 

O Embaixador Ibrahim Salama, Diretor da Divisão de Tratados Relacionados aos Direitos Humanos do Escritório do Alto Comissário para os Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, falou na abertura e felicitou o colégio por continuar a priorizar a educação sobre liberdade religiosa e direitos humanos. Salama disse que as organizações religiosas têm uma responsabilidade significativa, globalmente, na defesa e promoção dos direitos humanos básicos. Ahmed Shaheed, relator especial da ONU para a liberdade de religião ou crença, também enviou uma mensagem em vídeo especial para comemorar a abertura do novo centro. 

Ganoune Diop, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa (PARL) para a Igreja Adventista a nível mundial, apresentou o discurso de abertura expressando esperança de que o Centro irá promover uma compreensão holística da liberdade religiosa. “É importante reconhecer a liberdade religiosa como uma ‘liberdade composta’”, explicou Diop. “A liberdade religiosa pressupõe muitas outras liberdades: liberdade de pensamento, liberdade de consciência, liberdade de expressão, liberdade de reunião e liberdade para escolher ou mudar de religião, filosofia ou crença”.

“Todos os direitos humanos são interdependentes e indivisíveis” acrescentou Diop, “e a liberdade religiosa é fundamental, sustentando todas as outras liberdades”. 

John Graz, ex-diretor do PARL para a Igreja a nível mundial, desempenhou um papel de liderança na formação do novo centro e assumirá a responsabilidade de suas operações diárias. Ele falou de seu sonho pessoal de que o centro ajude a nutrir uma nova geração de pacificadores adventistas. “Tanto o diálogo inter-religioso como o diálogo com as autoridades seculares são vitais”, disse Graz. “É através da comunicação que podemos tanto compartilhar o que nos torna, como adventistas, distintos, e encontrar valores e objetivos comuns”.