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O CENTRO DE MULHERES DA ADRA NA SÉRVIA AJUDA OS MIGRANTES A ENCONTRAR PROPÓSITO

Mais de 50 mulheres chegam por dia ao centro comunitário, que se tornou um refúgio seguro.

O CENTRO DE MULHERES DA ADRA NA SÉRVIA AJUDA OS MIGRANTES A ENCONTRAR PROPÓSITO

[Foto cortesia da ADRA Internacional]

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Mais de 50 mulheres chegam por dia ao centro comunitário, que se tornou um refúgio seguro.


As crescentes tensões no Oriente Médio nos últimos dois anos provocaram um enorme êxodo para milhares de famílias que fugiram para países europeus, um dos quais é a Sérvia.

Mais de 4.000 migrantes se instalaram na Sérvia com planos de avançar para o oeste. No entanto, a fronteira dos Bálcãs foi bloqueada e as famílias de migrantes se encontraram presas em um país que pouco conhecem. Durante mais de um ano, eles esperaram para atravessar a fronteira e, enquanto isso, tiveram que mudar seus modos de vida. A ajuda chegou através do centro comunitário de mulheres estabelecido pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) na Sérvia e sua parceira, UN Women Sérvia, e mais tarde apoiado pela UNICEF.

Em novembro de 2017, o centro comunitário de mulheres da ADRA Sérvia foi inaugurado oficialmente. O centro assegurou a ajuda para a população mais vulnerável de migrantes, que são as mulheres e meninas, e também se ofereceu para ajudá-las a melhorarem seus conhecimentos e habilidades para um futuro melhor, e, além disso, auxiliou-as a encontrarem o senso de amor próprio e de propósito. Após o tempo perdido num país onde a língua lhes é desconhecida e o acesso à educação limitado, o centro comunitário foi reconhecido como um porto seguro.

Aos trinta anos de idade, Layla, que migrou do Afeganistão para a Sérvia há mais de um ano, disse que encontrou paz no novo centro, fez amigos e aprendeu coisas novas. “Nós não sabíamos como escrever em farsi”, ela disse, “agora sabemos”.

Mais de 50 mulheres, um terço delas menor de idade, do Afeganistão, do Iraque e do Irã, visitam o centro comunitário todos os dias e aprendem Inglês e Matemática. Cada mulher trabalha ao lado de uma especialista que monitora o seu desempenho. No total há 20 especialistas, intérpretes e voluntários que oferecem seus serviços. O centro das mulheres também oferece atendimento psicológico e jurídico. 

“Eu tenho frequentado o núcleo ADRA nos últimos 11 meses por causa das minhas crianças que podem brincar e é um bom ambiente”, disse Sotude Mirsaly, a mãe que participa no programa. “Eu participo das aulas de ginástica pois me faz sentir energizada e muito melhor”.

Independentemente da idade, mães como Mirsaly, também aprendem habilidades profissionais específicas, como costurar e cozinhar. Adolescentes homens que participam do programa se interessam em aprender sobre pequenos reparos e/ou sobre maquiagem. Atividades recreativas como aulas de piano, guitarra e canto, também são ali mantidas.

Além disso, transporte é organizado pela ADRA Sérvia para que as crianças possam chegar ao centro comunitário. "Aproximadamente 120 crianças são transportadas pela van que faz o percurso de ida e volta da escola para suas áreas residenciais", disse Igor Mitrovic, diretor executivo da ADRA Sérvia. Com os serviços convenientes disponíveis para as famílias de migrantes através do centro comunitário das mulheres, as mães e as crianças acharam mais fácil lidar com sua situação. "Por receberem auxílio de nossos professores e funcionários, as crianças acham mais fácil completar sua lição de casa", acrescentou Mitrovic.

O centro, embora destinado a criar um ambiente protegido, seguro, confortável e acolhedor, também está sendo reconhecido como um lugar de fortalecimento. "O foco deste centro é atender às necessidades das mulheres e crianças. Infelizmente, eles não estão conscientes de seus direitos em matéria de asilo, e como se aplica a eles", disse Mia Kisic, coordenadora do programa da ADRA no centro. Com relação aos casos de violência doméstica, Kisic compartilhou que às vezes as mulheres não sabem que podem ser deslocadas para fora desses ambientes. Desde o início do centro, foi criado um programa de capacitação econômica, que é particularmente valioso para sobreviventes de violência de gênero.

Mais conscientização está sendo gerada para ajudar mulheres e crianças a reconhecerem o seu direito de sentir controle sobre suas vidas e ganhar independência, de acordo com Mitrovic. Enquanto isso, a variedade de cursos oferecidos tem atraído mais e mais migrantes solicitando educação adicional ou aprendendo uma ocupação profissional. Como resultado, até agora 50 monitores foram treinados através de estágios em diferentes habilidades profissionais.

O centro comunitário de mulheres da ADRA Sérvia continua a servir como uma conexão integral para os locais para se encontrar terreno comum com os migrantes também. Isso ajudou a promover melhores relacionamentos, a desenvolver a tolerância e diluir preconceitos que possam haver contra aqueles que são diferentes. Com um forte apoio aos migrantes e programas de desenvolvimento comunitário como a ADRA, as autoridades locais da Sérvia anteciparam que as famílias permanecerão na Sérvia por um longo período de tempo.